domingo, 4 de outubro de 2015

Quente, por favor.

É como andar entre as sensações alheias, meio que sem ter responsabilidade sobre os danos causados, sabendo que se tem. É tanto sorriso, tanta risada, de manhã nascendo, de fim de tarde, de semana e de domingo, afinal domingo é algo entre o fim de semana e semana, nada se compara ao domingo. Dá pra fazer os planos, pra listar do mais importante ao dispensável. Dá pra chamar de fuleiro e dá pra chamar de meu amor. A ressaca brava, ou aquele suspiro que vem como gancho contrário nas entranhas imagináveis, que não existem mas causam dor, por não ter feito o que se quis (é, que se quis mesmo e não o que queria ter feito) ou por ter olhado pro outro lado, quando o que você queria passou do outro. É tanta pergunta, tanto questionamento, tanta voz, e tudo pra fazer agora. Eu olhei você há tempos, já dava pra ver o quebra-cabeça. Te ouvir em outra língua, mesmo que errado, não era o mesmo que ouvir em alto e bom som, o céu e o desagradável na mesma semana. Cada vez com você é um livro que demora a ter um capítulo concluído. Dá vontade de rir e te agarrar ao mesmo tempo, de saber que você não vai ligar no dia seguinte, ou de lembrar de que nunca nos falamos ao telefone. Dá vontade de escrever seu nome, uma vez que, exceto você, 90% das mulheres que eu conheço vão ler esse texto, fazer a mesma analogia que já fizeram antes, querer isso e não ter, e você vai fazer como eu nas linhas acima, olhar pra um lado enquanto eu passo do outro. Eu vou ficar como um café de domingo, que se mantém quente por mais tempo, pela simples pirraça de ter um pouco mais de tempo do que na semana, afinal, um café te mantém acordado, é seu primeiro passo ao acordar, seu cúmplice antes de uma decisão, seu passatempo no meio tarde e seu vício na ausência do tédio. Dá pra esperar quente mais um pouco, indo contra o vento...porque frio é indigesto.

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