segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Pobre louco.

Como um nepente, de vulto azulisado em repente e despreciso, sentí mais frio do que fazia efeito e um choro infantil, que destruía e ao mesmo tempo dava vida ao meu sorriso que mais parecia um desespero, uma face inadulta e imatura, onde a pequenice sorrí de perdida... Eu já sabia o que era, embora ainda tentasse procurar uma alternativa para tirar aquela aquarela bonita e desentendida do meu rosto... Das voltas donde esses ventos subiam, era onde as minhas intenções ja haviam viajado tantas e tantas vezes, e em tantos desencontros e desvarios e devaneios e detestáveis ventanias desorárias... Em meio ao que eu via e o que realmente havia, era fácil ou perceptível ao menos, entender que você chorava em ensaio, e que a sua platéia, ensaiava ainda mais, numa pobreza de sentimento, que comovia qualquer despreparo... Quando você me beijou ao intentar isso, embora tenha sido só na minha imaginação, você desfaleceu em brasa, parecia nunca ter tido com um hálito de homem, que te tremesse com os olhos... Eu deixei o cheiro do que eu sentia em você, no mesmo vórtice que você me trouxe o que transcreve tudo isso... Mas não aconteceu nada não é? Olha o cego (risos)... o amor é o alimento do pobre. Pobre de mim, a quem vê de fora. De fome eu não morro, antes que você me abrace, eu, pobre louco, assopro (inflamo) sua vinda.

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